Domingo, 10 de Janeiro de 2010
Reflexões - No Íntimo do Humano

                         Visão filosófica

    Hoje quando entramos verdadeiramente no íntimo de nossas dimensões humanas, tomamos contato com um ser de suprema grandeza, um ser em eterna construção de seus sentimentos e desejos profundos, que estão fundados dentro de cada um como sapiens sapiens, mostrando-nos a vastidão sentimental e desejante que somos, um ser que se molda a todo instante a partir do que lhe é apresentado e nunca está pronto, pois apesar de grandioso ainda é tomado por um enorme grau de imperfeição. Esse ser que nasce e cresce envolvido e modelado pelas relações parentais, logo no inicio de sua vida como homem começa a se refazer, mostrando a grandiosidade de se ser e sentir-se humano utilizando todo capital de inteligência que lhe foi concedido por meio de uma força maior, tornando-se assim o único ser existente capaz de pensar, sentir, amar e promover por meios desses e de outros sentimentos, a continuidade da espécie ao romper dos séculos que ainda estão por vir.

 

                            Visão poética

    E se faz presente viver, num mundo de buscas de eternas buscas onde diferenças nos acompanham a cada instante, se faz preciso mudar e moldar uma vida e a essência permanece a essência talvez esta a única que permaneça em nós, muitas vezes modificamos tudo e a essência passa a se moldar conforme nossas novas visões, mas por vezes o íntimo é o único que permanece real em nós seres humanos, mas podemos nos enganar e descobrirmos em nós personagens diferentes e irreais que por vezes se transformam em reais mentiras contadas e nos perdemos em nós mesmos e nos distanciamos de nós mesmos. Esta distância pode nos fazer perder a visão do que realmente somos. Somos realmente indivíduos? O que é o ser humano? Eternas questões e enigmas que nos circundam e nos fazem refletir sobre o íntimo, o mais puro e misterioso íntimo de cada ser humano, de nós mesmos.

 

                                                By Oriona e Benedito Brandão.

 

Hoje é o dia das descobertas

Eu me olho frente ao espelho

O que vejo de mim?

Nuvens passageiras do meu íntimo

Nada deixo para ti

Nem um pouco de mim

Nem levo nada de ti

O peso que carrego não me deixa

E eu te deixo partir distante de mim

Os dias já se foram

O que ficou foram os dias iguais

As saudades ausentes

Os dias em que tentei me descobrir

E tudo está tão escuro

“Tempestades que não param”

 

By Oriona



publicado por oriona às 19:48
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1 comentário:
De M.Luísa Adães a 21 de Fevereiro de 2010 às 11:08
Verdade

As tempestades não param!

Gostaria de dizer - elas param!

Não o posso fazer,
Não seria verdade!

Muito profundo, o teu sentir.

Beijos,

Mª. Luísa


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