Domingo, 19 de Abril de 2009
Etéreo

 

Vem
E me da a conhecer um pouco mais de ti
Por mim
Por ti
Por nós
E assim seremos uno
Entre o ter e o não ter
Entre o ser e o não ser
O real e o imaginário
Vem
E se entrega como um sonho ao sonhador
Como uma tela ao seu pintor
E deixa enfim te desenhar
Para além do céu de estrelas cintilantes
Para além do etéreo
Para que vá além daquilo que nunca conheci em mim
Por mim
Por ti
Por nós
Enfim
Que vivamos essa fantasia sem fim.
 
                                                                                 By Oriona


publicado por oriona às 19:11
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
GONZAGUINHA

 

Não poderia deixar de postar aqui um site que tive o imenso prazer de conhecer hoje sobre Gonzaguinha, cantor e compositor, filho do também cantor e compositor Luiz Gonzaga.

O presente trabalho foi desenvolvido por Paulo Vanderley e é muito rico em conteúdo.

Vale a pena conhecer. Só clicar em Tributo a Gonzaguinha.

Tributo a Gonzaguinha

Ah, aqueles dias eram coisas... Eu acho coerência das coisas. A gente acreditava numas coisas que as pessoas não acreditavam evidentemente. E a gente batalhava por aquilo que a gente acreditava, a gente lutava por aquilo que a gente acreditava e, evidentemente, a gente tinha uma série problemas. Eles não queriam, mas a gente fazia. Fazia como faria hoje, se fosse preciso meu amor, com certeza. E na verdade eu continuo fazendo, porque a gente continua na verdade lutando no dia-a-dia por uma qualidade melhor de vida, por um relacionamento melhor entre as pessoas, pra acabar com esses desequilíbrios sociais. A gente quer uma cultura, a coisa básica da cultura, ou seja, continuamos trabalhando por isso e tudo e vamos continuar até a hora que conseguirmos esse tipo de coisa.

                         Gonzaguinha - Ensaio TV Cultura 18.10.1990



publicado por oriona às 01:18
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Domingo, 12 de Abril de 2009
Páscoa

 

Páscoa é ressureição, transformação

É renascer para uma nova vida,

É estar aberto para renascer dentro de você mesmo

Aceitar essa mudança que você se propõe.

O melhor de tudo, se propor a uma mudança tanto externa,

Mas principalmente, interna.

Recomeçar, transformar!

 

By Oriona



publicado por oriona às 21:51
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ETERNO SONHAR

 

Quando o desejo é apenas essência
Eu me disfarço e me recrio
Transbordo em mim o cálice dessa essência
E a delicada mão transborda em desejo
Quando a máscara oculta delicadamente
O verdadeiro ser adormece e se esconde
Abrem-se as cortinas
No palco o que é real agora?
Máscaras, luzes, cenas
E tudo de mim tão oculto
Quando a fantasia imita a vida
Conta histórias e recria a arte do sonho
E se esconde
Se oculta
E vive apenas um sonho
Eterno sonhar
 
10.04.2009                          By Oriona


publicado por oriona às 02:23
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
CANTO A ALPHONSUS

Alphonsus de Guimarães, poeta simbolista nascido em Ouro Preto - Minas Gerais.
Alphonsus viveu de 1870 a 1921.
 
E EIS QUE EI DE CANTAR A ALPHONSUS QUE TANTO CANTOU A SUA AMADA OS VERSOS TRISTES. HEI DE RECITAR CONQUANTO EM DESALENTO E SUA DOR HÁ DE CHORAR. QUÃO AMADA SE FEZ E TANTA TRISTEZA DEIXOU NO OLHAR DAQUELE Q TANTO A AMOU E QUE EM VERSOS NUNCA HÁ ESQUECEU.
QUANDO OS SINOS DAS CATEDRAIS TOCAREM EM SINFONIA TRISTE DE DOR, O ACALANTO A MEU PRANTO SE FIZER OUVIR, HEI DE DEIXAR A PENA E CORRER ENTRE A FLORESTA ESCURA E SOMBRIA DAS NOITES SEM LUAR, QUE NEM O LUAR PARA ME ACOMPANHAR TEREI.
QUANDO AO PÉ DA CRUZ SEU CORPO DESCEU O CÉU CHOROU TODAS AS LÁGRIMAS POR TI, EU DERRAMEI MEU PRANTO SOBRE TEU TÚMULO E VAGUEI PELOS CAMPOS INCERTOS DESSE LUGAR TÃO SOMBRIO ONDE DEIXARAM SEU CORPO. ENCLAUSURADA EM SEU MANTO, ONDE CORES LILASES E CINZAS TÃO BELA AINDA TE DEIXAVAM. HÁ DE O CÉU SE PERGUNTAR POR QUE NÃO OS DOIS? HEI DE CHORAR MAIS E MAIS SUA FALTA E ME DEBRUÇAR SOBRE AS ENCOSTAS NAS NOITES A TE ESPERAR MESMO SABENDO QUE VOCÊ NUNCA VEM. NUNCA MAIS VIRÁ. E DESCE A AGONIA PELA LADEIRA DESSAS RUAS EM QUE NEM O SOM DO VENTO SE OUVE AO ENTARDECER, A SOLIDÃO É VORAZ E ATERRADORA NESTE LUGAR. QUEIRA EU CONTAR OS PASSOS QUE DEMOS TANTAS NOITES E ENEBRIAR MEUS PENSAMENTOS SABENDO QUE NUNCA MAIS TEREI ESTES DIAS DE VOLTA. QUEIRA EU QUE DEUS ME LEVE AO TEU ENCONTRO TÃO CEDO PARA QUE NÃO SE ESQUEÇAS DE QUEM TANTO TE AMOU. NESTA ESCURIDÃO EU ME PERCO TENTANDO ENCONTRAR UMA RAZÃO PARA CONTINUAR MEUS PASSOS. HEI DE COLHER PARA TI AS ROSAS DE MEU JARDIM TODOS OS DIAS AS MAIS BELAS SOMENTE PARA TI, ANJO QUE JÁ DESCANSA NA IMENSIDÃO DESTE CÉU AZUL.
 
Alphonsus de Guimarães é um poeta que muito admiro e este poema fiz como em pensamento pela dor da perda se sua amada Constanza que marcou profundamente sua vida e sua obra.
By Oriona

 

O poema Hão de chorar por ela os Cinamomos, Alphonsus escreveu para Constanza que tanto amou e que tão cedo o deixou.

 

Hão de Chorar por Ela os Cinamomos...

Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.

As estrelas dirão — "Ai! nada somos,
Pois ela se morreu silente e fria.. . "
E pondo os olhos nela como pomos,
Hão de chorar a irmã que lhes sorria.

A lua, que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas de rosa.

Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim: — "Por que não vieram juntos?"

                                                                                                    Alphonsus

 



publicado por oriona às 01:03
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Domingo, 5 de Abril de 2009
Não sei quantas almas tenho __ Fernando Pessoa

Alma_em_tons_azul.jpg image by Marota

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem  alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :  "Fui  eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu. 
 

Poesia de Fernando Pessoa

 



publicado por oriona às 03:11
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